Anis-estrelado (Illicium verum)

Originário da China Meridional, de partes da Índia e do Vietnã, é o fruto de uma árvore de folhas persistentes da família das magnólias, que chega à altura de 8 metros e produz logo pequenas flores amarelas. Desde o sexto ano, os frutos se sucedem. Amadurecendo, desdobram-se em estrelas côncavas contendo um grão em cada uma. Na maturidade, têm a forma desta estrela irregular, que, como indica o seu nome em chinês, possui oito pontas. Pouco difundido fora da sua região de origem, foi utilizado no Ocidente, no século XVII, em xaropes e compotas. Depois caiu em desuso, e mais recentemente foi redescoberto pelos grandes cozinheiros europeus. Seu aroma é picante e ligeiramente cáustico. Seco, o anis-estrelado é duro e castanho-avermelhado, podendo ser usado inteiro ou fragmentado. Os grãos são menos aromáticos do que o resto do fruto. O fruto seco pode ser picado ou moído. Ainda que não seja aparentado nem com o funcho, nem com o anis, tem gosto e perfume similares, porém mais picantes e mais próximos do alcaçuz, com uma nota açucarada. Na culinária chinesa, o anis-estrelado perfuma as aves e o porco e entra na composição do pó de cinco especiarias, que domina, graças ao seu aroma. No Vietnã, aromatiza a sopa de carne de boi – pho -, a galinha assada, o peixe, os escalopes, e nas sopas junta-se ao alho-poró e à abóbora-menina. O óleo essencial contém anetol, intervindo em diversos licores, pastiches, anisetes e nas compotas. Na Índia, é mais encontrado nas regiões de influência chinesa. Suas virtudes medicinais fazem com que no Oriente seja usado no alívio de cólicas e reumatismos. No Ocidente, é muito usado para perfumar o hálito. No Japão, é usado nos templos, como incenso. Na medicina homeopática, uma tintura é feita a partir das sementes.